O ato marginal
Que abre as portas e as janelas
Do país das maravilhas
Onde o dia parece curto
E a noite vários dias
Alguém dizia
“Aqui a dor é pequena e a gargalhada samba no tédio de cada dia”
Dá para sentir o papo quente
Em harmonia
Com qualquer noite fria
Ergue-se a moral com qualquer raio que se finda
“Fica, não existe frustração e nem hipocrisia”
Outro alguém me dizia
Eu me entregava
Depois
Me sucumbia
Já não queria mais saber do raiar do dia
Ele cessava a melodia da minha mente iludida
Fui descobrir mais tarde
Que li errado o recado na bilheteria
Mergulhei fundo
E era o país das armadilhas.

Tudo vira pó.