22496250_1677329795671935_147890366180659621_oEu costumava acreditar em Papai Noel e continuei acreditando mesmo quando me falavam: “ele não existe”, “ele é de mentirinha”, “seu pai que compra o presente”, continuei acreditando, até mesmo quando reconheci a voz dele num familiar.

Hoje vejo que acreditar nele já dizia muito sobre a pessoa que eu me tornaria.

Eu ainda gosto de alimentar minha crença numa magia que traz mais cor para os meus dias, ainda gosto de acreditar que existe uma pureza que alimenta nossa alma e faz com que tudo dê certo, ainda gosto de pensar que é possível criar expectativas que não serão frustradas. Eu ainda acredito que dá para acreditar.

Com o tempo eu perdi a inocência de achar que tudo isso vai acontecer sem nenhuma dor. Não é que a vida seja menos colorida agora, mas ela exige mais força. Força para continuar acreditando em Papai Noel quando alguém te deixa no chão. Força para continuar acreditando nas coisas e nas pessoas mesmo quando elas te frustram. Força para continuar acreditando em você mesma quando rola uma auto decepção.

Eu boto a maior fé na minha caminhada e procuro dobrar a minha “crença em Papai Noel” quando a vida aperta e o coração chora. A gente acha que fica esperto com o tempo, mas na verdade a gente fica é chato. A gente acha que criança não entende nada, mas são elas é que entendem tudo. Sabe o que falta pra gente? Falta a gente resgatar aquela pureza de criança e correr atrás dos nossos sonhos, mesmo quando a realidade se aproxima mais de um breve pesadelo.

“Eu sei que a vida deveria ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu repita: é bonita, é bonita e é bonita”.