muihv_ALTA_MICHELEBRAVOS-174Não é de hoje que a República Brasileira convive com períodos de instabilidade e descontinuidade. Golpes, ditadura, confisco de poupanças, desigualdades. Em 2003, o país viveu um momento importante, a população acreditava que o Brasil seguia o rumo da construção de um país melhor e mais justo, o povo foi nutrido com a esperança de que esse era um país para todos e não para poucos, como tinha o costume de ser visto.

Inúmeros planos foram criados com o objetivo de promover a justiça social, igualdade, garantia de direitos, entre outras nobres lutas. Milhares de brasileiros foram e ainda são beneficiados com esses planos em diferentes instâncias. A proposta sempre foi digna e humana, porém, o cenário deixou de ser totalmente agradável quando os escândalos começaram a aparecer.

O partido que na oposição se dizia o grande defensor da ética na política, acabou se envolvendo em maracutaias com o dinheiro público e ainda que garantisse inúmeros benefícios para a classe trabalhadora, pela corrupção, acabou perdendo o foco, se igualando a todos os outros partidos no que diz respeito a integridade.

Com isso, inicia-se um movimento de segregação entre a população. Opiniões vazias e discursos de ódio começaram a soar natural para os ouvidos de alguns, por outro lado, parte da população mantém viva a esperança de viver em um país melhor e mais digno, acolhendo a diversidade de opiniões e posicionamentos. Existe sim uma parcela da sociedade que vai para as ruas, mas não para participar da disputa de egos e sim para praticar a solidariedade e de alguma forma promover o bem e disseminar a paz, com igualdade e amor no coração.

Se o nosso país tem solução? Tem sim e a solução está não na escolha de um partido ou de outro, mas sim na construção de um sistema de educação para a solidariedade, que traga consciência para as pessoas e que estas se tornem aptas a encarar as diversidades do mundo real promovendo as transformações necessárias.

Precisamos assumir a responsabilidade que nos cabe, ser mais crítico com a nossa própria conduta e não só esperar que alguém em algum lugar do país resolva todos os problemas!

Sigo com a certeza de que, nesse momento, ninguém me representa. Minha esperança hoje não é alimentada por nenhuma pessoa, mas por uma palavra: solidariedade.

“Solidários, seremos união. Separados uns dos outros seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos.”

Solidariedade 
so.li.da.rie.da.de 
sf (solidário+e+dade1 Qualidade de solidário. 2 Estado ou condição de duas ou mais pessoas que repartem entre si igualmente as responsabilidades de uma ação, empresa ou de um negócio, respondendo todas por uma e cada uma por todas. 3 Mutualidade de interesses e deveres. 4 Laço ou ligação mútua entre duas ou muitas coisas dependentes umas das outras. 5 Dir Compromisso pelo qual as pessoas se obrigam umas pelas outras e cada uma delas por todas. 6 Sociol Condição grupal resultante da comunhão de atitudes e sentimentos, de modo a constituir o grupo unidade sólida, capaz de resistir às forças exteriores e mesmo de tornar-se ainda mais firme em face da oposição vinda de fora. S. social: consistência interna de um agregado social; coesão social.