11817132_886501961421393_5214244460858041083_nEu normalmente passo o mês inteiro de dezembro com aquela sensação de que posso chorar a qualquer momento, não sei se é pela minha ansiedade ou pela minha sensibilidade, mas enfim, esse ano essa sensação demorou um pouco mais para aparecer, precisei ouvir o Roberto Carlos cantando “…das lembranças que eu trago na vida, você é a saudade que eu gosto de ter…” pra segurar o nó na garganta e prender as lágrimas que quase caíram. Não sei se estou ficando velha e piegas demais, mas isso de fato aconteceu e fiquei pensando quantas pessoas no mundo não estão passando pela mesma sensação que eu? Nem todas com o Roberto Carlos, é claro, mas em diferentes situações.

Retrospectivas, planejamentos e promessas são comuns nessa época do ano. Quais metas eu cumpri? Quais sonhos realizei? Recebi as boas notícias que eu esperava? Ganhei aumento? Resolvi aquele problema de família? Fui fiel? Soube amar? Superei meus limites? Fui forte, fraco, doce, amargo, azedo? E para o próximo ano? O que vem no topo da lista? Eu parei para pensar nos desafios superados em 2015 quando minha mãe me olhou e falou: É filha, você disse que uma das metas de 2015 era aprender a tocar um instrumento musical e até agora nada! Pois é, nem se quer escolhi o instrumento, mas não acho que esse seja o retrato do meu ano.

Fiz coisas muito boas. Fui fiel a mim mesma, aos meus sentimentos. Trabalhei com propósitos, não com metas. Aprendi a ter iniciativa e desfrutei de alguns benefícios por conta disso. Não resolvi um problema familiar. Terminei um curso de pós-graduação, criei um blog. Encontrei um exercício físico do qual eu gosto. Recebi uma notícia muito ruim, minha vó diagnosticada com câncer, a pior de todas elas. Não consegui ganhar o aumento esperado, passei sufoco, mas consegui conquistar algumas coisas. Amei, amei demais e precisei até fazer uma escolha. Escolhi uma coisa, renunciei a outra, chorei, sofri. Senti saudade. Trabalhei bastante. Cansei muito. Aprendi a valorizar as coisas boas. Enfim, entre tantas outras coisas, amadureci.

E para o próximo ano? Farei novamente a lista de desejos, mas seguirei colocando meu coração na frente, evidenciando a minha fé, reforçando minha espiritualidade, acreditando cada vez mais nas pessoas e buscando fazer escolhas que nem sempre são doces, mas que garantam a minha paz para que no próximo final de ano venha toda nostalgia, todas as lágrimas, mas acima de tudo toda GRATIDÃO.

Deixo aqui 5 dicas para você fechar o ano com chave de ouro:

  1. Olhe no fundo dos olhos da sua avó ou do seu avô (ou de ambos) e diga a eles o quanto admira a bagagem que eles carregam, acredite, o fardo deles é pesado demais e cabe a nós ajudar a carregar;
  2. Se você, assim como eu, não pode presentear as pessoas que você ama com presentes, esteja PRESENTE, presenteie com palavras e com presença;
  3. Viva o espírito de família, por mais que não esteja com a sua;
  4. Deseje um ano de renascimento e renovação para o morador de rua que está caminhando do seu lado;
  5. Se preserve, reflita, olhe para o espelho e veja se você reconhece a pessoa que ali está.

Viver para ser melhor deveria ser o grande lema da nossa sociedade nessa virada de ano! Desejo um abençoado Natal a todos e um próspero Ano Novo.

A palavra da vez é FÉRIAS, nos encontramos em 2016 compartilhando mais palavras e reflexões para que a gente consiga ser cada vez mais HUMANO.

Ps: aquele carinha simpático da foto é o Breno, ele tem 5 anos e está nos ensinando como agradecer depois de uma vitória.

Grande abraço gente do bem!