imagesÉ comum que o nosso corpo comece a desacelerar quando olhamos para o calendário e percebemos que estamos no último mês do ano, a fadiga, o cansaço, o esgotamento, fazem com que surja em nós a vontade de olhar o mundo apenas por uma fresta do cobertor, pois essa época do ano é marcada pela sensação de que não dá mais tempo de começar a fazer aquilo que deixamos de fazer nos outros onze meses do ano ou ainda que já fizemos tudo que precisávamos fazer.

Essa obrigação de fazer algo para existir, para ser alguém, para conquistar as coisas, nos conduz a um cansaço mental e físico que pode comprometer a nossa qualidade de vida, para não pirar precisamos encontrar maneiras de recarregar as energias que parecem estar próximas do fim.

Nesse final de semana tive a oportunidade de fazer isso do jeito que mais gosto: conhecendo novos lugares, viajando, e acho que vale a pena compartilhar as reflexões que surgiram nesse tempo.

  • Achamos que somente a morte é responsável por interromper o movimento da nossa vida, mas muitas vezes o próprio sujeito é quem faz isso com ela, fechando os olhos, sendo resistente a vida e acho que não tem nada mais triste do que “morrer”, mas continuar (sobre)vivendo.
  • Fomos “empurrados” ao mundo no momento em que nascemos, nesse instante nossa vida começou, agora só é possível diminuir o ritmo nos momentos de cansaço, mas não temos como fazer um retorno e anular a nossa existência. O útero do qual viemos não nos comporta mais.
  • A vida nem sempre é um movimento natural e óbvio e entregar-se a ela é caminhar sem ter a certeza de onde exatamente se vai chegar, por mais estratégicos e planejadores que nós sejamos. Essa incerteza deve ser transformada em combustível, não em medo.
  • A obrigação de fazer as coisas para viver dentro dos padrões e atingir as expectativas do outro sobre nós nos leva ao cansaço, a vontade de não ter vontade. Nos limitamos se vivemos apenas para as obrigações.
  • É a partir do repouso, da posição, da relação única com o lugar em que se está que surge a consciência e é através dela que deixamos de ser anônimos e passamos a ser únicos, que nos diferenciamos da massa.
  • O presente não é um intervalo entre o passado e o futuro, como se pudéssemos, desse modo, retornar a uma anterioridade. O presente é começo puro. No presente se percebe o esforço em ser, em nascer, em viver.
  • As companhias que buscamos ter e as relações que construímos fazem toda a diferença na experiência que adquirimos. É necessário sincronicidade para que nossos momentos sejam carregados de significados. Me diga com quem andas e te direi o aprendizado que terás.
  • É preciso se sentir em casa, mesmo estando fora dela e isso acontece naturalmente quando você abre a sua mente, quando você se permite viver e agir sem pensar nos tabus existentes.
  • A natureza tem força e estamos conectados a ela. Nos sentimos abraçados pela paz quando conseguimos apreciar essa conexão.
  • Precisamos tomar cuidado com os conselhos que espalhamos por aí, normalmente são baseados na nossa experiência e conselhos só são bons quando a pessoa consegue vestir os nossos olhos e considerar as particularidades da nossa vida para nos aconselhar, diferente disso é como vestir um sapato apertado, você tenta usar, mas não consegue.

Recarregar é preciso, encontre um jeito, um momento de fazer isso e vai perceber que ainda dá tempo de fazer muita coisa para que 2015 valha mesmo a pena.

“Sensacional o prazer que a vida me dá, abro minha mente e deixo ela me levar. Vou de encontro com gente da mesma sintonia que sendo noite ou dia cultivam a alegria. Permito-me voar sem medo de arriscar. Pode me acompanhar caso queira se elevar. Pra onde eu vou é só gente do bem que está na paz, enriqueço minhas ideias apenas com aquilo que me atrai. Uma coisa boa é saber se envolver ter privilégio de conviver com o que dá prazer. Tudo que me resta agora é agradecer, ter sabedoria poder desenvolver. Se quer sorrir então deixa transparecer, o que se pensa o universo devolve. Problemas deixa que o tempo resolve…”