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Clientes-e-diversidadeJá estamos na metade do ano e a sensação é de que as más notícias são predominantes. Os conflitos parecem ganhar cada vez mais força, professores, governo, gays, religiosos, seja lá quem for, o que não falta é personagem para entrar em cena quando o assunto é falta de respeito com o próximo.

Independente da natureza do conflito e das peculiaridades de cada um, o que se coloca em xeque é a garantia da promoção dos direitos humanos, a causa é sempre nobre, a maneira com que se “ganha” ou  se “perde” a “luta” é que precisa ser revisitada e coloco todas essas palavras entre aspas, pois se estamos falando de direitos humanos, não deveríamos falar em ganhar, perder e lutar, mas sim respeitar, respeitar acima de tudo a diversidade, diversidade de gênero, etnia, idade, religião ou orientação sexual. A garantia dos nossos direitos deveria se dar através de um processo natural, não por um confronto desleal.

Se formos olhar a Declaração Universal de Direito Humanos lá diz que todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião e ainda mais, diz também que todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras. Conseguiu notar a incoerência com a nossa realidade?

Preconceitos mascarados, o mito da democracia racial, a falta de consciência e respeito com a diversidade são fatores que limitam o desenvolvimento das organizações e atrapalham as relações sociais. Destituir culturas, mudar o status quo, ampliar a visão e refazer conceitos são tarefas difíceis, porém, necessárias para mudanças concretas da nossa sociedade.

Preparar as pessoas para o diferente e fazer uma boa gestão da diversidade, possibilita o encontro de pessoas que se complementam, garantindo o autodesenvolvimento e consequentemente o desenvolvimento das organizações e da sociedade de maneira harmônica e saudável.

É através do respeito que somos capazes de garantir a dignidade e os direitos de cada um e praticar a justiça e a paz por meio de relações amistosas.

“Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.” Voltaire

Autor: Juliana Zanona