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Você já parou para pensar como você construiu sua identidade pessoal? Você nasceu com ela ou ela foi formada a partir das suas experiências? Já pensou qual a importância do outro nesse processo?

Para responder essas perguntas é necessário entender o que de fato é Identidade. A identidade pode ser entendida como o conjunto de características próprias e exclusivas que diferenciam pessoas e grupos, mas não é um atributo inato do indivíduo, relacionado a sua constituição genética, mas sim uma construção social. É nesse contato com o outro que podemos nos reconhecer, avaliar e aprovar, ao passar pelo reconhecimento, avaliação e aprovação alheia. O outro acaba se tornando nosso espelho social.

Identidade também possui um senso de continuidade. Essa continuidade forma e molda o indivíduo, dá o sentido de a pessoa “ser” alguma coisa, e não “estar sendo” em algum momento. Só podemos compreender o que uma pessoa é se houver essa noção de continuidade, porque se a pessoa for uma coisa a cada instante, ela acaba não sendo nada.

A identidade é portanto um fenômeno que se processa ao longo da vida, atuando como mecanismo regulador das interações sociais e da presença do outro na vida pessoal. A infância e a adolescência são períodos nos quais a influência dos outros é mais forte. Na idade adulta os espelhos que orientam as escolhas não estão tão intensos como na infância ou na adolescência; mas, mesmo assim, o indivíduo continua buscando referências, protótipos e modelos.

Assim uma identidade bem constituída é aquela que delineia os limites entre a individualidade e os grupos aos quais estamos vinculados. Nossa identidade é o abre-alas da nossa vida, a porta de entrada dos nossos relacionamentos.

Autor: Juliana Zanona